Todos os sussurros e farfalhos que me circundam tornam-se inaudiveis quando minha percepção esta enclausurada em uma magnificente leitura subjacente a meu animo. Meus olhos absorvem aquilo como todo bom orbe ocular que drena a verdade e inverdade de um mundo sem padrão. Sim, nós criamos o sistema, as necessidades, os modos, os gestos, a linguagem e a própria noção do que é verdade. Mesmo nada disto fazendo sentido nossa mente insiste, ela tem uma grosseira susceptibilidade presente em todo nosso ser metabólicamente falho. E estas mentes ardentes continuam a enubrecer e entorpecer o mundo com idéias sem marcha, como a de que meus dizeres são um desequilíbrio paradoxal a meu animo recluso. Bem poderia ser, mas a loucura muitas vezes é derivada da incompreensão, e sempre oprimimos com termos vulgos aquilo que esta além da nossa compreensão. Todos somos incompreensíveis devido a estes momentos de desligamento em que nos encontramos ligados a tudo, já perdi a noção do tempo e neste instante, as letras da lousa digital em que digito estão saltitando conforme o movimento de minha cabeça, engraçado, será que estou as absorvendo pra ver se estão coesas? Eu diria que não com os pingos de razão que me restam sem fingimento aparente. Mas se razão fosse algo líquido o meu rio estaria seco, tudo já escorreu pelos ouvidos, um som poderia muito bom segura-los mas como já disse, só ouço os próprios pensamentos gritando, eu consigo ouvir o silencio, nada mais. Como é louco, todos com nossas dimensões designativas e absolutas dotadas de um Deus onírico e particularmente bom, até os ímpios adoram a própria essência ou seja la qual idéia insana tenha dado origem a seu homem.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
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